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domingo, 31 de maio de 2009

Analisando a Goiaba

Tem certos momentos que é muito bom fazer um paralelo da nossa vida com algo.
Pode parecer engraçado, coisa de maluco, ou até mesmo uma coisa totalmente sem noção o que vou postar aqui, mas fiz um paralelo da vida com uma goiaba que peguei em uma bela cesta que estava transbordando com muitas, muitas goiabas.
E no meio de tantas goiabas, uma me chamou atenção, ela era pequena, redondinha, não era tão bonita quanto outras que ali existiam.
Peguei a goiabinha e comecei a admirar, não com a intenção de comer mas, percebendo que naquele momento, aquela goiaba passou a representar algo que pulsava dentro de mim.
Comecei a comparar aquela pequena fruta a minha vida. Era uma goiaba que estava dividida quanto ao amadurecimento, metade dela era bem amarelinha e a outra ainda estava verdinha mas, começando a amadurecer, era uma goiaba de cor viva e sua casca brilhava bastante.
O interessante é que nessa goiaba existiam algumas marcas; marcas estas que tenho certeza que todo ser humano tem em sua história de vida. Entre estas marcas, existia uma que era grande, tomava um bom pedaço da goiaba mas, ela estava bem cicatrizada.
Resolvi cortar a Goiaba ao meio, e ao perceber as sementes pensei que cada semente que ali existiam representava as pessoas que fizeram e faz parte da minha vida. Eram muitas as sementes, todas grudadinhas e unidas uma as outras, onde cada semente tinha um valor especial para aquela goiaba, assim como muitas das pessoas com que a cada dia nós convivemos.
É muito interessante que pequenas coisas podem levar a gente a refletir muito sobre tudo o que vivemos.

sábado, 23 de maio de 2009

A fragilidade deste coração

O peito aperta, posso definir este aperto como uma dor?
É posso dizer que sim, até porque sinto meu coração ainda sangrar por feridas ainda não cicratizadas, feridas estas que ainda dói por conta de decepções jamais esquecidas, por mais que eu tente e lute as dores não foram curadas.
Tenho em meus pensamentos que a dor e remorso nos leva a caminhos de tortura e que deixa a nossa vida amargurada e vazia. Mas ainda prefiro mostrar que sou frágil, tentando demonstrar o que sinto do que tentar ser dura comigo mesma e enganar-me.
Já faz um tempo que estou lutando para que tudo isso desapareça, colocando assim mais ternura nesse coração pesado para que um dia eu possa sentir que este coração deixou de ser pesado e passou a ser um coração leve onde nenhuma cicatriz possa desejar voltar a abrir e sangrá-lo novamente.
"Eu preciso de alguém sem o qual eu passe mal.
Sem o qual eu não seja ninguém,
Eu preciso de alguém!
Maio..."
Maio - Kid Abelha

terça-feira, 12 de maio de 2009

Meu jeito impulsiva de ser

Como poderia começar a expressar o que se passa neste momento?
Acho que poderia começar definindo a palavra IMPULSO.
Impulso, segundo o dicionário é: ato impensado, impulsão, ato de impelir, ímpeto, estímulo, instigação.

Sou o que se chama de pessoa impulsiva.
Como descrever? Acho que assim: vem-me uma ideia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente.
O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se trata de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. Há um perigo: se reflito demais, deixo de agir. E muitas vezes prova-se depois que eu deveria ter agido. Estou num impasse. Quero melhorar e não sei como.
Sob o impacto de um impulso, já fiz bem a algumas pessoas. E, às vezes, ter sido impulsiva me machuca muito. E mais: Nem sempre os meus impulsos são de boa origem. Vêm, por exemplo, da cólera. Essa cólera às vezes deveria ser desprezada; outras, como me disse uma amiga a meu respeito, são: cólera sagrada. Às vezes minha bondade é fraqueza, às vezes ela é benéfica a alguém ou a mim mesma. Às vezes restringir o impulso me anula e me deprime, às vezes restringi-lo dá-me uma sensação de força interna.
Que farei então?
Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente?
Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta?
E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura.
Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso.
Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.
(Clarice Lispector)

Em alguns momentos considero-me uma pessoa impulsiva e nesses momentos fico além de inquieta bastante ansiosa. Por algumas vezes, já cheguei a me arrepender por algumas vezes quando agir por impulso por outras, já cheguei a perceber que aquele momento tive a sensatez de agir da melhor forma.
Adoro os textos da Clarice, em muitos é como se ela tivesse falando daquilo que existe dentro de mim, e este descrito acima não é diferente. As palavras acima citadas, conta minuciosamente o meu jeito de muitas vezes agir.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

...

Por que as coisas inesperadas são as melhores?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Um redemoinho de sentimentos


Não sei o que acontece, mas tem certos momentos que a minha vontade é esquecer de tudo.
Voltar o tempo e fazer algumas coisas diferentes, mas a realidade é que eu não sei o que fazer e não saber o que fazer é sinal de imaturidade, de insegurança.
Por momentos penso que sei o que quero e o que devo fazer mas confesso que tenho medo, e é este medo que vem me sufocando e fazendo com que muitos sentimentos tomem conta de mim, me sinto frágil diante desta situação, fico inquieta e é daí que minha sensibilidade começa me dominar e por muitas vezes não consigo controlar esta inquietude.
Faço-me perguntas, as quais nem eu tenho explicação.
A ansia me reprime, sinto um temor percorrendo as minhas veias e ao perceber isso eu me limito tentando não buscar aquilo que realmente eu quero. E por muitas vezes o que eu quero, nem eu mesma sei...